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Leite para todos PDF Imprimir E-mail
Qui, 05 de Janeiro de 2017 10:34

Por Roberta Züge; membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS); Vice-Presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do Paraná (SINDIVET); Médica Veterinária Doutora pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP); Sócia da Ceres Qualidade.

 

 

O leite, mesmo com as inúmeras críticas e teorias fantasiosas, que invadem as mídias sociais e são replicadas mais que bactérias em placas de cultura, continua sendo um alimento apreciado e um elemento essencial na dieta de muitas pessoas; no meio rural dizemos que é indispensável de mamando a caducando.

 

No entanto, inegavelmente diversas pessoas têm apresentado quadros de intolerância ou alergia ao leite. Este fato alimenta ainda mais as tais teorias. Por outro lado, enquanto o ceticismo, em relação ao real valor nutricional do leite, é fomentado por crendices, a ciências busca explicações.

 

Entre estes estudos, descobriu-se que os problemas de alergia, ou intolerância, parecem ter surgido há apenas um século. Mas o ser humano vem ingerindo leite, de origem bovina, há quase 10.000 anos. Assim, foi necessário investigar o que havia mudado neste último século.

 

As pesquisas demonstraram que reações dos humanos, em relação a lactose, tem relação direta com um tipo específico de proteína. Sabe-se que todas as fêmeas dos mamíferos, incluindo a mulher, produzem, no leite, uma proteína denominada βcaseina A2. No entanto, algumas fêmeas bovinas sofreram uma alteração genética e passaram a produzir também uma proteína denominada βcaseína A1. A única diferença entre as duas proteínas é apenas um aminoácido na 67ª posição entre 203 aminoácidos que compõem as duas proteínas. A βcaseína A1 possui um aminoácido histidina, enquanto que a βcaseína A2 tem uma prolina na 67ª posição. Este “detalhe” não é aceito pelo organismo de muitas pessoas, assim como, de diversos outros animais.

 

Última atualização em Qui, 05 de Janeiro de 2017 11:10
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Leite A2A2 PDF Imprimir E-mail
Seg, 02 de Janeiro de 2017 10:38

O “leite A2A2”, como já relatado, compreende o leite que foi produzido exclusivamente por vacas que somente possuem genoma que fazem com que elas somente produzam leite com a βcaseína A2. Animais que são considerados A2A1 ou A1A1 excretam no leite a βcaseína A1. Esta que, recentemente, foi identificada como a causadora dos problemas de alergias ou intolerância ao leite. Assim, animais que sejam homozigóticos para este gene, ou seja só possuem o A2, não produzem em seu leite a causadora das alergias e intolerâncias encontradas em diversas pessoas.

A identificação é realizada somente por meio de testes de genoma nos animais. Pelo leite em si, ainda não se descobriu um teste que realize esta segregação e não há alterações visíveis no leite, ou elas ainda não foram identificadas, para que possa segregar na indústria.

 

Última atualização em Seg, 02 de Janeiro de 2017 10:41
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Produção integrada de suínos garante qualidade ao consumidor PDF Imprimir E-mail
Sex, 28 de Outubro de 2016 14:06

A cadeia da suinocultura revolucionou os sistemas de produção nos últimos anos. Antes a carne de porco era bastante valorizada pela sua gordura, pois era um meio eficiente de conservação, quando o resfriamento não era uma realidade em quase todas as residências. Hoje, após o uso do melhoramento genético, a carne suína possui um teor de gordura bem menor, e passou a ser vista como proteína de qualidade.

 

Segundo Roberta Züge, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e médica veterinária da Ceres Qualidade Consultoria e Assessoria, essa transformação aconteceu ao longo dos anos. A demanda veio do próprio consumidor, que mudou os hábitos alimentares, até pela mudança do comportamento. Antes, o sedentarismo não era uma premissa. A população tinha uma demanda energética maior. Hoje precisamos de alimentos que nutram, mas não disponham de tantas calorias. Com isto, as entidades ligadas ao setor, desde pesquisa até organismos de classe, buscaram adequar a produção à demanda do mercado.

 

Última atualização em Sex, 28 de Outubro de 2016 14:11
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Publicação de novas normas da produção integrada. PI Brasil PDF Imprimir E-mail
Ter, 08 de Novembro de 2016 18:46

Amanhã, dia 09 de novembro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anuncia por meio do Plano Agro+, a edição de instrução normativa com as Normas Técnicas Específicas (NTE) para mais 13 culturas agrícolas. Com isso, os agricultores poderão aderir, de modo voluntário, às NTE, passando a cultivar de acordo com a Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil), voltada à sustentabilidade.

 

A Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil) está focada na adequação de sistemas produtivos para geração de alimentos e outros produtos agropecuários de alta qualidade e seguros, mediante a aplicação de recursos naturais e regulação de mecanismos para a substituição de insumos poluentes, garantindo a sustentabilidade e viabilizando a rastreabilidade da produção agropecuária.

Última atualização em Ter, 08 de Novembro de 2016 18:48
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McDonald's pretende aumentar controle sobre carnes PDF Imprimir E-mail
Ter, 13 de Setembro de 2016 10:31

A Arcos Dorados, empresa que administra a marca McDonald’s em 20 países da América Latina, divulgou o seu Relatório de Sustentabilidade e Impacto Social. O documento foi apresentado simultaneamente nos 20 países onde a empresa atua.

 

O relatório mostra o progresso da Arcos Dorados no último ano em relação aos desafios e objetivos para se tornar uma empresa cada vez mais sustentável e baseia-se em 5 pilares: Pessoas, Comunidade, Fornecedores, Produto e Planeta.

 

"Sustentabilidade é mais do que cumprir metas. É encontrar em tudo o que fazemos uma forma de minimizar os impactos no planeta. Algumas de nossas ações para alcançar esse objetivo são ter um café 100% sustentável nos diferentes mercados e trabalhar em conjunto com grupos de pecuária sustentável para ter uma carne 100% verificada. Hoje, também temos restaurantes com certificação LEED e em alguns mercados, como no Brasil, nossas embalagens são 100% certificadas”, afirma Sérgio Alonso, CEO da Arcos Dorados.

 

"O primeiro passo para ser uma empresa sustentável é ter um negócio que ofereça oportunidades para todos os seus empregados. Nós desenvolvemos programas para que todos os nossos funcionários da região tenham acesso a perspectivas de formação e de crescimento", acrescenta Alonso.

Última atualização em Ter, 13 de Setembro de 2016 10:46
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