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Ter, 15 de Setembro de 2009 14:07

por Carmen Cortada *

 

O protocolo empregado para secar pode afetar a incidência de novas infecções mamárias.

O período seco é dividido em três fases:

  • Inicial (entre 4 a 10 dias pós secagem)
  • Período seco (duração de 30 a 40 dias)
  • Período de transição ou próximo ao parto (últimos 21 dias pré parto)

Manejo do período inicial

  • SECAGEM dos animais:

CUIDADO GERAL: Mantenha o animal a secar ou seco em locais “limpos”, ou seja, em instalações que mantenham o úbere limpo, ESPECIALMENTE no período em que há edema, que são os primeiros quinze dias de secagem e as três semanas finais da gestação.

  • Protocolos de secagem. Há um protocolo recomendado para animais que estão com o úbere saudável e um diferente para animais que no momento da secagem apresentem leite alterado.

Método 1: Usar em úberes saudáveis.

  1. Faça o teste para verificar se o úbere está saudável (teste de fundo escuro; CMT)
  2. Faça “pré dipping”
  3. Faça uma ordenha, desinfete a extremidade dos tetos com lenço umedecido com álcool e realize o tratamento preventivo do úbere com infusão de antibiótico (4 tetos). Aconselhável fazer antibiograma prévio à escolha o princípio ativo.
  4. Empurre manualmente o antibiótico para dentro do úbere e massageie todos os quartos de modo que o medicamento se espalhe no interior do úbere
  5. Faça o “pós dipping”
  6. Faça a aplicação de selante
  7. Conduza o animal para o lote de vacas secas

 

Método 2) Para úberes que não apresentem a higidez alterada.

  1. Faça o teste para verificar se o úbere está saudável (teste de fundo escuro; CMT)
  2. Faça “pré dipping”
  3. Faça uma ordenha, desinfete a extremidade dos tetos com lenço umedecido com álcool e realize o tratamento preventivo do úbere com infusão de antibiótico (4 tetos). Aconselhável fazer antibiograma prévio à escolha o princípio ativo.
  4. Empurre manualmente o antibiótico para dentro do úbere e massageie todos os quartos de modo que o medicamento se espalhe no interior do úbere
  5. Faça o “pós dipping”
  6. Marque o animal de modo que seja facilmente identificável
  7. Conduza o animal para o lote de vacas secas

De acordo com a orientação do seu médico veterinário realiza mais uma aplicação após 14 dias ou faça uma aplicação de antibiótico parenteral concomitante à infusão de antibiótico intra mamário.

Ações complementares que podem ser aplicadas em qualquer das condições anteriores:

  1. Se necessário forneça uma dieta menos energética (somente feno, sem concentrado) na última semana de lactação
  2. Se necessário e se a instalação permitir, em animais de alta produção, restrinja o fornecimento de água por algumas horas por um ou mais dias.

CUIDADO: mantenha o animal na sombra. NÃO o exponha ao sol durante o período de restrição de água de beber.

 


Protocolo para prevenção de tratamento mastite logo após o parto:

1)Ordenha pré parto para redução “mastite de vaca seca”

Infecções iniciadas no período seco são consideradas, em parte, como conseqüência do acúmulo de colostro e alterações na estrutura do ducto do teto, com perda da camada e queratina e entrada de agentes infecciosos, agravado pelo edema. A ordenha no pré parto é usada na tentativa de reduzir o risco de infecção e de estimular a produção de leite.

Realizar 2 ordenhas ao dia por 14 dias.

Benefícios:

  1. Antecipa o pico de lactação
  2. Reduz a freqüência de “Hipocalcemia pós parto-Febre do leite” e cetose
  3. O estresse da primeira ordenha não se acumula com o estresse do parto.
  4. Reduz casos de mastite causada por Streptococci e E. coli ambiental durante o primeiro mês de lactação.

CUIDADO: Guardar colostro de primeira ordenha para poder fornecer ao bezerro.

 

Referências:

Stephen C. Nickerson. University of Georgia

Mike Gamroth, e  Diane Carroll, Oregon State University, 1995

Sérgio Rubens Soares, Rehagro

 

*Carmen Cortada possui graduação em Medicina Veterinária e Zootecnia pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - USP (1980) e graduação em Biomedicina pelo Centro Universitário Barão de Mauá (1975). Pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - USP obteve o título de Mestre em Nutrição animal com trabalho que visava avaliar método de deteminação de digestibilidade de forragem (1984) e de Doutora em Reprodução animal, área de andrologia, com trabalho que tinha como objetivo verificar efeito de altos teores de ureia na dieta de ovinos sobre a qualidade do sêmen (1998). Atualmente atua com desenvolvimento de projetos ligados à Avaliação da Conformidade, normas de Produção Integrada (PI) e Sistemas Inteligentes para a produção animal. Atua tambem como auditora em processos de Avaliação da conformidade especialmente em certificação de produtos agroindustriais. Tem experiência na área de Medicina Veterinária com especialidade em NUTRIÇÃO e ANDROLOGIA ANIMAL com atuação em áreas ligadas à nutrição animal e à biotecnoloiga de sêmen, como docente de graduação e pós-graduação e com assistência à propriedades de gado de corte visando manejo nutricional, reprodutivo e bem estar animal.

 


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