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Escrito por Administrador   
Sex, 31 de Julho de 2015 17:00

 

De acordo com a história, o desenvolvimento econômico e social está intrinsecamente ligado à aplicação de práticas adequadas ao desenvolvimento tecnológico. Em todos os setores produtivos, sejam eles da cadeia primária, secundária ou mesmo de serviços, a implementação de novas tecnologias tem determinado o ritmo evolutivo dos ganhos econômicos. Países que utilizam mais a tecnologia elaboram e fornecem produtos e serviços com mais eficiência e, por consequência, direta ou indiretamente, favorecem as suas sociedades com melhores condições de vida como resultado da conversão de ganhos econômicos em ganhos sociais.



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Corroborando neste aspecto, a pecuária também deve ser visualizada neste mesmo contexto: preconizar a aplicação de praticas e tecnologias que propiciem uma melhor rentabilidade, respeitando a sustentabilidade em todos os seus vértices, ambiental, social, animal e econômico. Além das questões econômicas inerentes, outros aspectos, como uma nova visão do consumidor frente ao tratamento desprendido aos animais, ou mesmo o respeito ao ambiente, tem forçado que a produção animal seja mais transparente em suas atividades e atendam a esta demanda.

 

 


Diariamente são encontradas evidências de aumento da consciência do consumidor, que se mostra em sintonia com o processo de globalização da informação. Há, de forma clara, uma preocupação com a qualidade dos produtos agropecuários, às vezes com informações desencontradas. No entanto, a elucidação e comprovação do uso das práticas solicitadas devem ser do fornecedor.



De uma maneira geral, o foco da preocupação tem sido a composição final dos produtos oferecidos que, pelo processo de produção, ou mesmo pela busca intensa de maior produtividade, apresenta ampla possibilidade de contaminação por elementos químicos, físicos e biológicos. Na modernização do processo de produção, novos elementos têm sido incorporados, cuja inocuidade ainda não está comprovada. Atualmente, podemos arrolar como as principais preocupações dos consumidores, as que se referem à presença de resíduos de agroquímicos, contaminação dos produtos agropecuários por microrganismos e à alteração da composição genética do produto por meio da introdução de genes de outras espécies.



A utilização de práticas adequadas aos processos pode mitigar os principais problemas decorrentes da produção, assim como, garantir os requisitos de sustentabilidade e bem estar animal, temas sempre discutidos em distintos âmbitos. Muito além de garantir apenas a inocuidade do leite, as boas práticas agropecuárias devem abranger outros aspectos, que direta ou indiretamente, de modo rápido ou não, podem interferir na capacidade de produção e manutenção dos distintos processos na pecuária leiteira.
A visão da produção de leite deve ser além do volume e da qualidade do leite. A propriedade deve ser enxergada como uma unidade, onde a deficiência de seus vértices irá impactar diretamente na sustentabilidade da atividade.



As boas práticas agropecuárias na produção de leite bovino permeiam a implementação de procedimentos apropriados nas distintas fases da produção nas propriedades leiteiras. Tais práticas devem assegurar que o leite e os seus derivados sejam seguros e adequados para o uso a que se destinam e, também, que propriedade continuará viável sob a tríade econômica, social e ambiental.



Focando neste tema, Dra. Roberta Züge, da Ceres Qualidade, ministrou a palestra “Boas Práticas Agropecuárias na Produção Leiteira”, no dia 30 de julho, durante o XIII Congresso Internacional do Leite, que foi realizado em Porto Alegre. O evento, fomentado pela Embrapa Gado de Leite e o Instituto Gaúcho do Leite, teve como foco a sustentabilidade ambiental, social e econômica da cadeia produtiva do leite.



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O painel Governança e Sustentabilidade teve como moderador Ronei Volpi, coordenador da Aliança Láctea Sul Brasileira. Os palestrantes foram Vanderley Porfírio da Silva, chefe-adjunto de transferência de tecnologia da Embrapa Floresta, que abordou o sistema silvipastoril na produção de leite; a Dra. Roberta Mara Züge; Marcelo Bonnet Alvarenga, analista da Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora-MG, que tratou sobre os desafios e perspectivas da qualidade do leite; e o ministro do TCU, João Augusto Ribeiro Nardes, que abordou a governança do agronegócio.




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Última atualização em Qui, 27 de Agosto de 2015 11:43
 


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